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   Acesse a resenha do livro O Princípio dos Interesses Coincidentes e entenda os pressupostos teóricos que tornaram a Prajna Consultoria a mais qualificada para reformular o sistema de remuneração da sua empresa.
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A Corporação e a Ética

As tendências para o ambiente empresarial em um mundo em que a ética é cada vez mais importante.

Petrucio Chalegre

O mundo inteiro tem uma demanda crescente por ética. Esta inclinação pode ser hoje mais evidente, porém ela vem se acentuando através dos séculos. Nos tempos napoleônicos a guerra podia ser, aos olhos dos guerreiros, uma coisa cheia de glória, mas já nas guerras mundiais do século passado elas nada mais eram do que carnificinas e tragédias aos olhos da maior parte dos seres humanos.

Assim também o ambiente empresarial foi atingido por uma consciência mais aguda a medida que avançamos no tempo. A revolução industrial foi o evento que pôs a nu o ponto a que podia chegar a miséria humana no trabalho.

Então, em um novo século, com as indústrias com cada vez menor peso no emprego mundial; com as máquinas fazendo os trabalhos mais pesados e a cada dia avançando em novas tarefas; com o crescimento do setor de serviços a ponto de ser majoritário nas economias mais avançadas; a visão ética do trabalho e a exigência social por condições cada vez melhores de atividade está atingindo patamares cada vez mais altos.

Desta forma as empresas são instadas não somente a pagar bons salários e terem boas condições físicas de trabalho, mas também a ter relações sociais felizes, a promoverem o estímulo do entusiasmo, a terem chefes amigáveis e motivadores em lugar de autoridades e cobranças puras.

A inserção ambiental, em um planeta em crescente degradação pelas mãos do homem, tomou foros de exigência, de pressão tão grande que pode inviabilizar vários negócios a força de regulamentos , controles e boicote de consumidores.

Filosófica e politicamente não basta mais ser uma empresa viável economicamente, é preciso sentir-se justificado por estar construindo um mundo melhor, é típico o que sucede com os produtores de cigarros, cada vez mais encostados à parede pelas restrições publicitárias e ojeriza da maioria não fumante.

O ápice é a nova demanda por espiritualidade, pede-se que o egoísmo, motor básico do estímulo bem sucedido do capitalismo, ele mesmo seja substituído por uma consciência mais refinada que motive o homem a partir de suas virtudes de compaixão, idealismo e interesse pelos outros.
É realmente de se perguntar até onde pode ir esta crescente tendência que leva a humanidade a um outro patamar de percepção interna.

Pessoalmente creio que há enorme caminho ainda a ser percorrido e que um novo tipo de empresa está apenas no nascedouro e que teremos com este movimento um aperfeiçoamento de toda a espécie humana.

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